terça-feira, 22 de outubro de 2013

Literatura em Vídeo

Esse vídeo foi feito conforme as orientações da professora onde tínhamos que pegar um conto e transforma-lo em vídeo

Segue abaixo o vídeo do meu grupo:

Biografia de Mário Quintana


Mario de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20.

Mario de Miranda Quintana nasceu prematuramente na noite de 30 de julho de 1906, na cidade de Alegrete, situada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Seus pais, o farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e Virgínia de Miranda Quintana, ensinaram ao poeta aquilo que seria uma de suas maiores formas de expressão - a escrita. Coincidentemente, isso ocorreu pelas páginas do jornal Correio do Povo, onde, no futuro, trabalharia por muitos anos de sua vida. 

O poeta também inicia na infância o aprendizado da língua francesa, idioma muito usado em sua casa. Em 1915 ainda estuda em Alegrete e conclui o curso primário, na escola do português Antônio Cabral Beirão. Aos 13 anos, em 1919, vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. É quando começa a traçar suas primeiras linhas e publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica e Literária dos Alunos do Colégio Militar. 

Cinco anos depois sai da escola e vai trabalhar como caixeiro (atendente) na Livraria do Globo, contrariando seu pai, que queria o filho doutor. Mas Mario permanece por lá nos três meses seguintes. Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB. O poema era tão bom que seu Celso queria contar que era pai do poeta. Mas quem era JB? Mario, então, não perde a chance de lembrar ao pai que ele não gostava de poesia e se diverte com isso. 

Em 1925 retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de propriedade de seu pai. Nos dois anos seguintes a tristeza marca a vida do jovem Mario: a perda dos pais. Primeiro sua mãe, em 1926, e no ano seguinte, seu pai. Mas a alegria também não estava ausente e se mostra na premiação do concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com A Sétima Passagem e na publicação de um de seus poemas na revista carioca Para Todos, de Alvaro Moreyra.

Corre o ano de 1929 e Mario já está com 23 anos quando vai para a redação do jornal O Estado do Rio Grande traduzir telegramas e redigir uma seção chamada O Jornal dos Jornais. O veículo era comandado por Raul Pilla, mais tarde considerado por Quintana como seu melhor patrão. 

A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna à capital gaúcha e reinicia seu trabalho na redação de O Estado do Rio Grande.

Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de autores do quilate de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros. 

Dois anos depois ele decide deixar a Editora Globo e transferir-se para a Livraria do Globo, onde vai trabalhar com Erico Verissimo, que lembra de Quintana justamente pela fluência na língua francesa. É por esta época que seus textos publicados na revista Ibirapuitan chegam ao conhecimento de Monteiro Lobato, que pede ao poeta gaúcho uma nova obra. Quintana escreve, então, Espelho Mágico, que só é publicado em 1951, com prefácio de Lobato.

Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra.

Como colaborador permanente do Correio do Povo, Mario Quintana publica semanalmente Do Caderno H, que, conforme ele mesmo, se chamava assim, porque era feito na última hora, na hora “H”. A publicação dura, com breves interrupções, até 1984. É desta época também o lançamento de A Rua dos Cataventos, que passa a ser utilizado como livro escolar. 

Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Esta homenagem, concedida em 1967, e uma placa de bronze eternizada na praça principal de sua terra natal, Alegrete, no ano seguinte, sempre eram citadas por Mario como motivo de orgulho. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha Negrinho do Pastoreio.

A década de 80 traz diversas honrarias ao poeta. Primeiro veio o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Mais tarde, em 1981, a reverência veio pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços de Passo Fundo, durante a Jornada de Literatura Sul-rio-grandense, de Passo Fundo.

Em 1982, outra importante homenagem distingue o poeta. É o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Oito anos depois, outras duas universidades, a Unicamp, de Campinas (SP), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro concedem o mesmo tipo de honraria a Mario Quintana. Mas talvez a mais importante tenha vindo em 1983, quando o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, passa a chamar-se Casa de Cultura Mario Quintana. A proposta do então deputado Ruy Carlos Ostermann obteve a aprovação unânime da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Ao comemorar os 80 anos de Mario Quintana, em 1986, a Editora Globo lança a coletânea 80 Anos de Poesia. Três anos depois, ele é eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, pela Academia Nilopolitana de Letras, Centro de Memórias e Dados de Nilópolis e pelo jornal carioca A Voz. Em 1992, A Rua dos Cataventos tem uma edição comemorativa aos 50 anos de sua primeira publicação, patrocinada pela Ufrgs. E, mesmo com toda a proverbial timidez, as homenagens ao poeta não cessam até e depois de sua morte, aos 88 anos, em 5 de maio de 1994.

Poema: Um dia acoradarás de Mário Quintana

Um dia acordarás num quarto novo
sem saber como fosse para lá
e as vestes que acharás ao pé do leito
de tão estranhas te farão pasmar,

a janela abrirás, devagarinho:
fará nevoeiro e tu nada verás...
Hás de tocar, a medo, a campainha
e, silenciosa, a porta se abrirá.

E um ser, que nunca viste, em um sorriso
triste, te abraçará com seu maior carinho
e há de dizer-te para o teu assombro:

— Não te assustes de mim, que sofro há tanto!
Quero chorar — apenas — no teu ombro
e devorar teus olhos, meu amor...

Poema: Rua dos cataventos II de Mário Quintana

Dorme, ruazinha… E tudo escuro…
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins 
tranquilos
Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…
Nem guardas para acaso persegui-los…
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos…
O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão…
Dorme, ruazinha… Não há nada…
Só os meus passos… Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração…

Crônica: A visão de um sonho

    Clara é uma garota muito amada por seus familiares, amigos e vizinhos. É gentil, educada e alegre, era pra ser a menina perfeita. Só que não é. Tudo por conta de um sonho. Não é um sonho comum e cotidiano. O seu maior sonho é de poder enxergar. Sim, ela era cega, mas ela tinha esperanças de poder ver novamente.
    Os seus olhos se encheram de um líquido inflamável que ficava na prateleira do quarto de fotografias de seu pai. Um acidente curto e cruel. A sua única chance seria uma doação, mas nesse mundo frio, vai ser muito complicado. 
     Todos os dias ela vai na janela de seu quarto, que fica de frente para à praia, e escuta risos e sente a brisa em seus cabelos. Mas ela é feliz pois sabe que se o acidente não tivesse ocorrido, ela estaria na mesma situação. Prefere não ver o mundo violento e corrupto que está sobre sua janela.

Bullying

Conforme as orientações da professora, fizemos um trabalho que se trata do Bullying e abaixo se segue o resultado:
- Charge:

















-Marcador de página:



















-Tirinha:
 

Resumo do Livro ''Uma garrafa no Mar de Gaza''

     Uma Garrafa no Mar de Gaza é um livro que marca e nos faz refletir.
    Ambientado em Israel e Gaza, o livro retrata a realidade de jovens que desde cedo já convivem com a dureza da vida, sem a magia da infância e adolescência.
    Neste livro conheceremos dois jovens, Tal e Naim, que vivem separados por territórios considerados inimigos devido às diferenças culturais e toda a violência de ataques que ocorrem por décadas. A história tem início após um atentado em Israel em um café próximo à casa de Tal; isso impressiona Tal, fazendo com que esta jovem de 17 anos escreva uma carta sem destino certo, como forma de desabafar seus sentimentos.
    Esta carta é jogada por seu irmão no mar de Gaza e Tal tem esperança de que ela seja encontrada por outra jovem que possa lhe ajudar a passar por esta situação de alguma forma, mesmo que apenas conversando a respeito. Naim, jovem de 20 anos, morador de Gaza e já acostumado com o pânico e terror causado por ataques violentos encontra a carta de Tal e responde com um e-mail não muito amigável, porém através da insistência de Tal ambos começam a se corresponder por e-mail, compartilhando informações, sentimentos e as histórias de suas vidas.
    Imagine o quanto para esses dois jovens é difícil conviver em um mundo onde só há guerra e violência, onde as pessoas não respeitam a opinião do outro, onde são obrigados a participar, de certo modo, de uma guerra que não condiz com os pensamentos deles. De algo com o qual não concordam? Pois é exatamente isso que acontece!
    E não importa como eles se sintam, pois a realidade é essa é quem são eles para mudar algo? Nesse clima de e-mails e fatos narrados por ambos os personagens uma amizade sincera vai criando raiz.. Entre duas pessoas que poderiam ser consideradas traidores de seu próprio povo. Uma garrafa no mar de Gaza é um livro que nos emociona e nos prende nos fazendo viajar por suas páginas.