Um dia acordarás num quarto novo sem saber como fosse para lá e as vestes que acharás ao pé do leito de tão estranhas te farão pasmar, a janela abrirás, devagarinho: fará nevoeiro e tu nada verás... Hás de tocar, a medo, a campainha e, silenciosa, a porta se abrirá. E um ser, que nunca viste, em um sorriso triste, te abraçará com seu maior carinho e há de dizer-te para o teu assombro: — Não te assustes de mim, que sofro há tanto! Quero chorar — apenas — no teu ombro e devorar teus olhos, meu amor...
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Poema: Um dia acoradarás de Mário Quintana
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