terça-feira, 22 de outubro de 2013

Literatura em Vídeo

Esse vídeo foi feito conforme as orientações da professora onde tínhamos que pegar um conto e transforma-lo em vídeo

Segue abaixo o vídeo do meu grupo:

Biografia de Mário Quintana


Mario de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista. É considerado um dos maiores poetas brasileiros do século 20.

Mario de Miranda Quintana nasceu prematuramente na noite de 30 de julho de 1906, na cidade de Alegrete, situada na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Seus pais, o farmacêutico Celso de Oliveira Quintana e Virgínia de Miranda Quintana, ensinaram ao poeta aquilo que seria uma de suas maiores formas de expressão - a escrita. Coincidentemente, isso ocorreu pelas páginas do jornal Correio do Povo, onde, no futuro, trabalharia por muitos anos de sua vida. 

O poeta também inicia na infância o aprendizado da língua francesa, idioma muito usado em sua casa. Em 1915 ainda estuda em Alegrete e conclui o curso primário, na escola do português Antônio Cabral Beirão. Aos 13 anos, em 1919, vai estudar em regime de internato no Colégio Militar de Porto Alegre. É quando começa a traçar suas primeiras linhas e publica seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, da Sociedade Cívica e Literária dos Alunos do Colégio Militar. 

Cinco anos depois sai da escola e vai trabalhar como caixeiro (atendente) na Livraria do Globo, contrariando seu pai, que queria o filho doutor. Mas Mario permanece por lá nos três meses seguintes. Aos 17 anos publica um soneto em jornal de Alegrete, com o pseudônimo JB. O poema era tão bom que seu Celso queria contar que era pai do poeta. Mas quem era JB? Mario, então, não perde a chance de lembrar ao pai que ele não gostava de poesia e se diverte com isso. 

Em 1925 retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de propriedade de seu pai. Nos dois anos seguintes a tristeza marca a vida do jovem Mario: a perda dos pais. Primeiro sua mãe, em 1926, e no ano seguinte, seu pai. Mas a alegria também não estava ausente e se mostra na premiação do concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com A Sétima Passagem e na publicação de um de seus poemas na revista carioca Para Todos, de Alvaro Moreyra.

Corre o ano de 1929 e Mario já está com 23 anos quando vai para a redação do jornal O Estado do Rio Grande traduzir telegramas e redigir uma seção chamada O Jornal dos Jornais. O veículo era comandado por Raul Pilla, mais tarde considerado por Quintana como seu melhor patrão. 

A Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus versos em 1930, ano em que eclode o movimento liderado por Getúlio Vargas e O Estado do Rio Grande é fechado. Quintana parte para o Rio de Janeiro e torna-se voluntário do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Seis meses depois retorna à capital gaúcha e reinicia seu trabalho na redação de O Estado do Rio Grande.

Em 1934 a Editora Globo lança a primeira tradução de Mario. Trata-se de uma obra de Giovanni Papini, intitulada Palavras e Sangue. A partir daí, segue-se uma série de obras francesas traduzidas para a Editora Globo. O poeta é responsável pelas primeiras traduções no Brasil de obras de autores do quilate de Voltaire, Virginia Woolf, Charles Morgan, Marcel Proust, entre outros. 

Dois anos depois ele decide deixar a Editora Globo e transferir-se para a Livraria do Globo, onde vai trabalhar com Erico Verissimo, que lembra de Quintana justamente pela fluência na língua francesa. É por esta época que seus textos publicados na revista Ibirapuitan chegam ao conhecimento de Monteiro Lobato, que pede ao poeta gaúcho uma nova obra. Quintana escreve, então, Espelho Mágico, que só é publicado em 1951, com prefácio de Lobato.

Na década de 40, Quintana é alvo de elogios dos maiores intelectuais da época e recebe uma indicação para a Academia Brasileira de Letras, que nunca se concretizou. Sobre isso ele compõe, com seu afamado bom humor, o conhecido Poeminha do Contra.

Como colaborador permanente do Correio do Povo, Mario Quintana publica semanalmente Do Caderno H, que, conforme ele mesmo, se chamava assim, porque era feito na última hora, na hora “H”. A publicação dura, com breves interrupções, até 1984. É desta época também o lançamento de A Rua dos Cataventos, que passa a ser utilizado como livro escolar. 

Em agosto de 1966 o poeta é homenageado na Academia Brasileira de Letras pelos ilustres Manuel Bandeira e Augusto Meyer. Neste mesmo ano sua obra Antologia Poética recebe o Prêmio Fernando Chinaglia de melhor livro do ano. No ano seguinte, vem o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre. Esta homenagem, concedida em 1967, e uma placa de bronze eternizada na praça principal de sua terra natal, Alegrete, no ano seguinte, sempre eram citadas por Mario como motivo de orgulho. Nove anos depois, recebe a maior condecoração que o Governo do Rio Grande do Sul concede a pessoas que se destacam: a medalha Negrinho do Pastoreio.

A década de 80 traz diversas honrarias ao poeta. Primeiro veio o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Mais tarde, em 1981, a reverência veio pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços de Passo Fundo, durante a Jornada de Literatura Sul-rio-grandense, de Passo Fundo.

Em 1982, outra importante homenagem distingue o poeta. É o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Oito anos depois, outras duas universidades, a Unicamp, de Campinas (SP), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro concedem o mesmo tipo de honraria a Mario Quintana. Mas talvez a mais importante tenha vindo em 1983, quando o Hotel Majestic, onde o poeta morou de 1968 a 1980, passa a chamar-se Casa de Cultura Mario Quintana. A proposta do então deputado Ruy Carlos Ostermann obteve a aprovação unânime da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Ao comemorar os 80 anos de Mario Quintana, em 1986, a Editora Globo lança a coletânea 80 Anos de Poesia. Três anos depois, ele é eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, pela Academia Nilopolitana de Letras, Centro de Memórias e Dados de Nilópolis e pelo jornal carioca A Voz. Em 1992, A Rua dos Cataventos tem uma edição comemorativa aos 50 anos de sua primeira publicação, patrocinada pela Ufrgs. E, mesmo com toda a proverbial timidez, as homenagens ao poeta não cessam até e depois de sua morte, aos 88 anos, em 5 de maio de 1994.

Poema: Um dia acoradarás de Mário Quintana

Um dia acordarás num quarto novo
sem saber como fosse para lá
e as vestes que acharás ao pé do leito
de tão estranhas te farão pasmar,

a janela abrirás, devagarinho:
fará nevoeiro e tu nada verás...
Hás de tocar, a medo, a campainha
e, silenciosa, a porta se abrirá.

E um ser, que nunca viste, em um sorriso
triste, te abraçará com seu maior carinho
e há de dizer-te para o teu assombro:

— Não te assustes de mim, que sofro há tanto!
Quero chorar — apenas — no teu ombro
e devorar teus olhos, meu amor...

Poema: Rua dos cataventos II de Mário Quintana

Dorme, ruazinha… E tudo escuro…
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins 
tranquilos
Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…
Nem guardas para acaso persegui-los…
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos…
O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão…
Dorme, ruazinha… Não há nada…
Só os meus passos… Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração…

Crônica: A visão de um sonho

    Clara é uma garota muito amada por seus familiares, amigos e vizinhos. É gentil, educada e alegre, era pra ser a menina perfeita. Só que não é. Tudo por conta de um sonho. Não é um sonho comum e cotidiano. O seu maior sonho é de poder enxergar. Sim, ela era cega, mas ela tinha esperanças de poder ver novamente.
    Os seus olhos se encheram de um líquido inflamável que ficava na prateleira do quarto de fotografias de seu pai. Um acidente curto e cruel. A sua única chance seria uma doação, mas nesse mundo frio, vai ser muito complicado. 
     Todos os dias ela vai na janela de seu quarto, que fica de frente para à praia, e escuta risos e sente a brisa em seus cabelos. Mas ela é feliz pois sabe que se o acidente não tivesse ocorrido, ela estaria na mesma situação. Prefere não ver o mundo violento e corrupto que está sobre sua janela.

Bullying

Conforme as orientações da professora, fizemos um trabalho que se trata do Bullying e abaixo se segue o resultado:
- Charge:

















-Marcador de página:



















-Tirinha:
 

Resumo do Livro ''Uma garrafa no Mar de Gaza''

     Uma Garrafa no Mar de Gaza é um livro que marca e nos faz refletir.
    Ambientado em Israel e Gaza, o livro retrata a realidade de jovens que desde cedo já convivem com a dureza da vida, sem a magia da infância e adolescência.
    Neste livro conheceremos dois jovens, Tal e Naim, que vivem separados por territórios considerados inimigos devido às diferenças culturais e toda a violência de ataques que ocorrem por décadas. A história tem início após um atentado em Israel em um café próximo à casa de Tal; isso impressiona Tal, fazendo com que esta jovem de 17 anos escreva uma carta sem destino certo, como forma de desabafar seus sentimentos.
    Esta carta é jogada por seu irmão no mar de Gaza e Tal tem esperança de que ela seja encontrada por outra jovem que possa lhe ajudar a passar por esta situação de alguma forma, mesmo que apenas conversando a respeito. Naim, jovem de 20 anos, morador de Gaza e já acostumado com o pânico e terror causado por ataques violentos encontra a carta de Tal e responde com um e-mail não muito amigável, porém através da insistência de Tal ambos começam a se corresponder por e-mail, compartilhando informações, sentimentos e as histórias de suas vidas.
    Imagine o quanto para esses dois jovens é difícil conviver em um mundo onde só há guerra e violência, onde as pessoas não respeitam a opinião do outro, onde são obrigados a participar, de certo modo, de uma guerra que não condiz com os pensamentos deles. De algo com o qual não concordam? Pois é exatamente isso que acontece!
    E não importa como eles se sintam, pois a realidade é essa é quem são eles para mudar algo? Nesse clima de e-mails e fatos narrados por ambos os personagens uma amizade sincera vai criando raiz.. Entre duas pessoas que poderiam ser consideradas traidores de seu próprio povo. Uma garrafa no mar de Gaza é um livro que nos emociona e nos prende nos fazendo viajar por suas páginas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Um pouco de história...

No link abaixo você encontrará alguns acontecimentos no mundo a alguns anos atras e descobrirá ou complementará seus conhecimentos....
Um pouco de história...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Biografia de Rubem Braga e síntese de sua crônica

     Rubem Braga (1913-1990) foi cronista, poeta, repórter, tradutor e crítico de artes plásticas.
     Escreveu grandes obras como: Casa do Braga, O conde, O passarinho e Três primitivos.
Ele ficou muito famoso publicamente.

Crônica - O Padeiro
Nesta crônica é retratado um homem que recebeu a visita do padeiro que tocou a campainha e gritou ''não é ninguém, é o padeiro''. O homem o perguntou se ele se achava ninguém e o padeiro disse que era pra que o morador não pensasse que era alguém que fosse incomodar''.

Biografia de Mário Prata e síntese de sua crônica

     Mário Alberto Campos de Morias Prata nasceu em Uberaba (MG) em 1946.
     Trabalhou em importantes jornais, escreveu editoriais, reportagens e artigos.
Dentre os seus livros pode-se citar: O morto que morreu de rir; Preto no branco e 100 crônicas.Também escreveu novelas.

Crônica - Quem tem medo e mortadela?

Nesta crônica, de Mário Prata e extraído do livro ''Filho é bom, mas dura muito'', é retratado que o mundo em que vivemos onde há cervejas, mulheres e tecnologia, é um primeiro mundo e que assim ninguém precisa mais ter medo de mortadela.

Biografia de Carlos Heitor Cony e síntese de sua crônica.

     Carlos Heitor Cony nasceu em 1926 no Rio de Janeiro. Trabalhou em jornais como redator, copidesque e colunista.
     Escreveu crônicas, contos, ensaios, reportagens, adaptações, livros infanto-juvenis etc.
     Dentre suas obras estão: O ventre, O ato e o fato etc.

Crônica - Salão dos românticos

Esta crônica está falando sobre os maiores escritores brasileiros e a sua reunião em um salão que é grande e belo que é encontrado na academia brasileira de letras.
Ele diz que se não fosse eles, não existiria a natureza e os animais.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Quincas Borba - Machado de Assis - Síntese

Quincas Borba começou a namorar uma viúva, Maria da Piedade,
irmã de Rubião. Acabaram por não casarem, pois Piedade faleceu logo.
 Depois de um tempo, Quincas Borba ficou doente e, assim como em
Memórias Póstumas de Brás Cubas, pensava apenas em suas filosofias.
Era considerado louco. Além disso, adotou um cachorro e deu-lhe o próprio nome.
Rubião, grande amigo, passou a cuidar dos dois Quincas Borba.
Quincas Borba morreu semanas depois, deixando o cachorro, o dinheiro e as propriedades como herança para Rubião. Ele precisou cuidar do inventário do falecido na corte e, no caminho, conheceu Cristiano de Almeida e Palha e Sofia, sua esposa. Tornaram-se amigos. Palha ajudou Rubião a encontrar hospedagem e advogados. Essa aproximação despertou em Rubião desejos por Sofia.
Rubião encheu-se de amigos. Em um jantar na casa de Palha, Rubião teve certeza que Sofia também gostava dele. O problema é que Major Siqueira e sua filha, D. Tonica, perceberam a aproximação e os olhares de ambos.
Naquela mesma noite, Sofia contou ao marido sobre as declarações feitas por Rubião e pediu para que o marido cortasse relações. Palha respondeu a esposa que Rubião havia lhe emprestado uma grande quantia, por isso, teriam que manter-se amigos, mas Sofia não deveria tratá-lo com cordialidades.
Rubião tornou-se uma pessoa generosa, pois usava o dinheiro da herança para ajudar vários amigos, principalmente Palha. Viram sócios de um negócio. Foi a maneira que Rubião encontrou para fazer visitas frequentes a esposa deste, Sofia.
Carlos Maria, amigo jovem e cheio de si, começou a flertar com Sofia. Rubião sentiu-se enciumado e deixou de visitar o casal por meses. Quando queria tratar de negócios com Palha, ia até o armazém. Mas logo a confusão foi desfeita, pois Carlos Maria casou-se com Maria Benedita, prima de Palha e Sofia.
Com a confiança restabelecida, Rubião permitiu que Palha cuidasse de seus títulos e imóveis. Palha advertia o sócio sobre o risco de perder tudo, já que gastava demasiadamente. Os anos passavam e Palha ficava cada vez mais rico e Rubião cada vez mais pobre. Nesse momento, Palha quis desfazer a sociedade com Rubião, para que não precisasse dividir os lucros. Assim fizeram. O major Siqueira e a filha não eram mais convidados para as festas de Palha, pois estavam pobres.
A cabeça de Rubião, com o tempo, começou a criar ilusões. Cortou a barba e o bigode para ficar mais parecido com Napoleão Bonaparte, já que acreditava ser o mesmo. Em um de seus devaneios, raptou Sofia convicto de que eram amantes. Ela ficou com medo e livrou-se dele com certa dificuldade.
Palha cuidou para que Rubião mudasse para uma casa menor, com a desculpa de que assim descansaria mais para recuperar-se da loucura. Os amigos não o acompanharam, pois sabiam de sua loucura e de sua pobreza. Ele sentiu-se solitário. Rubião continuou por longo tempo oscilando entre a loucura e a sanidade, mas não era mais recebido com prazer na casa dos amigos e também não recebia mais visitas.
Foi internado em uma casa de saúde, onde passou a viver em um quarto simples acompanhado de seu cão Quincas Borba. Palha e Sofia também não se preocupavam mais com Rubião, apesar de terem enriquecido às custas deste. Eles ocupavam-se com a construção de um novo palacete em Botafogo.
Depois de meses internado, Rubião fugiu para Barbacena, sua cidade natal, com Quincas Borba. Lá foi acolhido por uma comadre. Rubião morreu dias depois de pneumonia. Quincas Borba fugiu e foi encontrado morto depois de três dias.

A imitação da rosa - Clarice Lispector (resumo)

Laura era uma esposa submissa aos desejos do marido. Não tiveram filhos,
 por isso, viviam sempre na mesma rotina. Costumavam jantar com um
casal de amigos, Carlota e João. O maridos falavam de notícia, enquanto
 as esposas falavam de assuntos caseiros. Carlota era mais agitada e falante,
 já Laura era mais quieta, o que a deixava triste, por desejar ser como a
amiga.
Em um certo dia, Laura estava muito atarefada, pois sairia para jantar com o casal assim que o marido voltasse do trabalho. Ela costumava preparar tudo com muita antecedência para não chegar atrasada, para deixar a casa limpa antes de sair e para ajudar o marido a se trocar.
Foi quando olhou as rosas em um jarro na sala de sua casa. Rosas tão lindas que a incomodaram. Laura decidiu mandá-las de presente para Carlota, com quem jantaria naquela noite. Passou por um momento de dúvida, pois aquelas rosas, de repente, assumiram um significado novo. Laura ficou com vontade de mantê-las em casa, mas, mesmo assim, foi forte e mandou a empregada entregá-las.
Sua dedicação às rosas foi tanta que acabou perdendo a hora de arrumar-se antes do marido chegar, mas ele ficou aliviado ao vê-la tão feliz naquele dia.

Clarice Lispector - Amor (resumo)

Ana era uma dona de casa preocupada com seus afazeres rotineiros. Tinha marido, filhos e morava em uma boa casa. Certo dia, saiu para fazer compras para o jantar e, ao retornar para casa, já dentro de um bonde, foi surpreendida por um cego parado no ponto, que mascava chicletes com muita naturalidade. Isso a despertou para novas sensações e sentimentos.
Quando o bonde voltou a andar, Ana deixou cair as compras. Passageiros recolheram o que ficou espalhado, depois seguiram viagem. A distração era tão grande, que Ana acabou perdendo o ponto que a faria retornar para casa, por isso, desceu próximo ao Jardim Botânico. Ficou toda a tarde observando cada detalhe do local, pássaros, insetos, folhas, flores, terra e vento. Em certo momento, lembrou dos filhos, do marido e do jantar, o que a fez correr. 
Assim que chegou, também passou a ver o filho, o marido e a própria casa de maneira diferente, parecia que o amor por todos havia aumentado. Jantaram com amigos e crianças. Depois, Ana e o marido foram dormir.

Biografia de Lygia Fagundes Telles


Lygia Fagundes Telles (1923) é escritora brasileira. Romancista e contista, é a grande representante do pós-modernismo. É membro da Academia Paulista de Letras, da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa. O estilo de Lygia Fagundes Telles é caracterizado por representar o universo urbano e por explorar de forma intimista, a psicologia feminina.
Lygia Fagundes Telles (1923) nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista. Seu interesse por literatura começou na adolescência. Com 15 anos publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.
Sua estréia oficial na literatura deu-se em 1944, com o volume de contos "Praia Viva". Casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, com quem teve um filho. Divorciada, casa-se com o ensaísta e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes. Em 1982 foi eleita para a Academia Paulista de Letras. Em 1985, tornou-se a terceira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. Em 1987 é eleita para a Academia das Ciências de Lisboa.
Entre os muitos prêmios que recebeu, destacam-se o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras, em 1949; o Prêmio do Instituto Nacional do Livro, em 1958; o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, por "Verão no Aquário", em 1965; o Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras, em 1973; o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do livro, com a obra "As Meninas", em 1974; o Prêmio Jabuti com a obra "Invenção e Memória", em 2001; e o Prêmio Camões recebido no dia 13 de outubro de 2005, em Porto, Portugal.

Obras de Lygia Fagundes Telles

Porão e Sobrado, contos, 1938
Praia Viva, contos, 1944
O Cacto Vermelho, contos, 1949
Ciranda de Pedra, romance, 1954
Histórias do Desencontro, contos, 1958
Verão no Aquário, romance, 1964
Histórias Escolhidas, contos, 1964
O Jardim Selvagem, contos, 1965
Antes do Baile Verde, contos, 1970
As Meninas, romance, 1973
Seminário dos Ratos, contos, 1977
Filhos Prodígios, contos, 1978
A Disciplina do Amor, contos, 1980
Mistérios, contos, 1981
Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987
As Horas Nuas, romance, 1989
A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995
Biruta, contos, 2004
Histórias de Mistérios, contos, 2004
Conspiração de Nuvens, contos, 2007
Passaporte para a China, contos, 2011

Quase Sem Querer - Legião Urbana



Tenho andado distraído,

Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranquilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei,
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
Pra você juntar
E queria sempre achar
Explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir pra si mesmo
É sempre a pior mentira,
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos!
Sei que, às vezes, uso
Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
Estava chorando
E foi então que eu percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê
E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você.

Dica de pensamento: Confúcio

Pensar sem aprender torna-nos caprichosos, e aprender sem pensar é um desastre.
                                                            Confúcio

Síntese - As Cerejas de Lygia Fagundes Telles

As belas cerejas despencando-se no chão, em meio aos relâmpagos que apagara a luz... 
Júlia corria de um lado para o outro, procurando auxiliar a Madrinha que alvoroçada organizava a casa, cuidando de todos os detalhes, para receber a visita da Tia Olívia (sua prima). Dionízia, a cozinheira, desdobrava-se com as novas receitas para agradá-la. 
Com um galho de cerejas ornamentando o decote, a vaidosa tia Olívia, enfastiada e lânguida, abana-se com uma ventarola chinesa, incomodada com a temperatura do local. Júlia ficara encantada . Só conhecia cerejas nas folhinhas. 
Marcelo, outro membro da família. Elegante, porém crítico e esnobe, parente Alberto, marido da Madrinha, chegara antes dela para passar as férias. Ele e a tia Olívia destacavam-se como alguém superior, especial. Ambos tinham estado na Europa. Ela falava e andava devagar com uma voz mansa de um gato manhoso e preguiçoso. Os dois pareciam se estranhar ou havia algo de oculto no ar. 
Certo dia, cai um temporal estarrecedor, deixando a casa em trevas. Em meio de um relâmpago que rasgou a escuridão, Júlia visualiza dois corpos tombando enlaçados no divã. Surpresa e cambaleante, recolhe-se assustada. Chorava como criança. Ficara doente. No dia seguinte, o Marcelo fora embora. Dois dias após, a tia Olívia parte também. Ao se despedir, como para se redimir com a ingênua menina, deixa-lhe carinhosamente o galho de cerejas de lembrança; pois despertava-lhe curiosidade e encanto. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Búfalo - Síntese


 O conto "O Búfalo" de Clarice Lispector, retrata sobre uma mulher que visita um zoológico para se identificar com algum animal o seu ódio que sente no momento por ser rejeitada pelo homem que ama. Ela procurava se identificar com os animais, pois acredita que por eles viverem enjaulados, presos, devem odiar uns aos outros. No entanto, ao observar os animais, percebe que mesmo sendo seres irracionais, eles ainda se amam, assim como o leão e a leoa.
Tudo estava relacionado com o amor até se deparar com o búfalo que ao olhar diretamente em seus olhos, uma palidez tão funda foi trocada, e assim, se identificou com seu ódio.

Dica de livro: Querido John


livro “Querido John” é mais uma obra-prima de Nicholas Sparks, que também foi para as telas de cinema. De um total de quinze livros escritos pelo autor, seis foram parar no cinema.
No Livro “Querido John”, John Tyree é um jovem incontrolável que ingressa nas forças armadas, depois de passar por uma difícil convivência com seu pai. Ao sair de casa, ele se sente aliviado, mas percebe que o mundo lá fora pode ser tão difícil quanto sua convivência com seu pai.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dica de Música: One Direction - Nobody Compares - Com Tradução


Nobody Compares

You’re so pretty when you cry, when you cry
Wasn’t ready to hear you say goodbye
Now you’re tearing me apart, tearing me apart
You’re tearing me apart

You’re so London your own style, your own style
And together we’re together it's so good so girl why
Are you tearing me apart, tearing me apart
You’re tearing me apart

Did I do something stupid, yeah girl if I blew it
Just tell me what I did, let’s work through it
There’s gotta be some way to getcha to want me like before

Cause no one ever looks so good in a dress
And it hurts cause I know you won’t be mine tonight
No one ever makes me feel like you do
When you smile, baby tell me how to make it right
Now all my friends say it’s not really worth it
But even if that’s true
No one in the world could stop me
From not moving on, baby even if I wanted to
Nobody compares to you

We’re so Paris when we kissed, when we kiss
I remember the taste of your lipstick
Now you’re tearing up my heart, tearing up my heart
You’re tearing up my heart

Did I do something stupid, yeah girl if I blew it
Just tell me what I did, let’s work through it
There’s gotta be some way to getcha to want me like before

Cause no one ever looks so good in a dress
And it hurts cause I know you won’t be mine tonight
No one ever makes me feel like you do
When you smile, baby tell me how to make it right
Now all my friends say it’s not really worth it
But even if that’s true
No one in the world could stop me
From not moving on, baby even if I wanted to
Nobody compares to you

Nobody compares to you
There’s gotta be some way to getcha to want me like before

Cause no one ever looks so good in a dress
And it hurts cause I know you won’t be mine tonight
No one ever makes me feel like you do
When you smile, baby tell me how to make it right
Now all my friends say it’s not really worth it
But even if that’s true
No one in the world could stop me
From not moving on, baby even if I wanted to
Nobody compares to you

Tradução:

Ninguém Se Compara

Você é tão linda quando chora, quando chora
Eu não estava pronto para ouvir você dizer adeus
Agora você está me deixando em pedaços, me deixando em pedaços
Você está me deixando em pedaços.

Você é tão Londres com seu próprio estilo, seu próprio estilo
E juntos somos bons, garota
Porque você está me deixando em pedaços? me deixando em pedaços
Você está me deixando em pedaços.

Se eu fiz algo estupido, yeah garota, se eu estraguei isso
Só me diz o que eu fiz, vamos consertar isso
Tem que haver algum jeito para você me querer como antes

Porque ninguém nunca ficou tão bem em um vestido
E isso machuca, porque eu sei que você não vai ser minha esta noite
Ninguém nunca me fez sentir como você faz
Quando você sorri, baby, me diga como fazer isso certo
Agora todos os meus amigos dizem que isso realmente não vale a pena
Mas mesmo se isso é verdade
Ninguém no mundo pode me impedir
De não seguir em frente, baby mesmo se eu quisesse
Ninguém se compara à você

Nós somos tão Paris quando nos beijamos, quando nos beijamos
Eu me lembro do gosto de seu batom
Agora você está rasgando meu coração, rasgando meu coração
Você está rasgando meu coração

Se eu fiz algo estupido, yeah garota, se eu estraguei isso
Só me diz o que eu fiz, vamos consertar isso
Tem que haver algum jeito para você me querer como antes

Porque ninguém nunca ficou tão bem em um vestido
E isso machuca, porque eu sei que você não vai ser minha esta noite
Ninguém nunca me fez sentir como você faz
Quando você sorri, baby, me diga como fazer isso certo
Agora todos os meus amigos dizem que isso realmente não vale a pena
Mas mesmo se isso é verdade
Ninguém no mundo pode me impedir
De não seguir em frente, baby mesmo se eu quisesse
Ninguém se compara à você

Ninguém se compara à você
Tem que haver algum jeito para você me querer como antes

Porque ninguém nunca ficou tão bem em um vestido
E isso machuca, porque eu sei que você não vai ser minha esta noite
Ninguém nunca me fez sentir como você faz
Quando você sorri, baby, me diga como fazer isso certo
Agora todos os meus amigos dizem que isso realmente não vale a pena
Mas mesmo se isso é verdade
Ninguém no mundo pode me impedir
De não seguir em frente, baby mesmo se eu quisesse
Ninguém se compara à você

terça-feira, 30 de abril de 2013

Trailer do filme Tainá


Poema referente ao capítulo 3 do livro Ekoaboka


“Sentimentos e Transformações“
Alex, o arco - e - flecha aprendeu a usar
E os índios os convidaram para caçar
E suas flechas voavam no ar

Alguns índios estavam caçando
E fizeram novas descobertas
Viram cabanas e foram entrando
E viram que queriam suas florestas

Quando Chantal viu Catu
Seu coração acelerou
E quando pedrinhas ele jogou,
Seu coração se despedaçou

Catu falava bem - me - quer, - mal - me - quer
E Chantal ficava mais nervosa a cada palavra
E o beijo deles, mais intenso ficava.
                                                                                Thais Lira


Todo dia era dia de índio - Baby do Brasil


Curumim chama Cunhatã
Que eu vou contar
Curumim, chama Cunhatã
Que eu vou contar
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim
Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de três milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis
Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Mas agora eles só têm
O dia 19 de Abril
Mas agora eles só têm
O dia 19 de Abril
Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar
Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora
Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
Da alegria de viver!
Da alegria de viver!
E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente
Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio
Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

 para escutar a música clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=fDtaYgp_6XM

Notícia: Madeireiras em Terras indígenas


Exploração Florestal Madeireira

Conforme já salientado anteriormente, a Constituição Federal, em seu Art. 231, §3º, assegura aos índios a posse permanente de suas terras e o "usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes". Portanto, a utilização das riquezas do solo de suas terras tradicionais é expressamente permitida aos índios, e, de acordo com o Código Civil, Art. 43, I, são bens imóveis: "o solo com a sua superfície, os seus acessórios e adjacências naturais, compreendendo as árvores e frutos pendentes". Não resta dúvida, portanto, que os recursos florestais existentes nas Terras Indígenas estão entre as riquezas naturais que são objetos de uso exclusivo, assegurado constitucionalmente aos índios.

Assim, os índios podem usar livremente os recursos florestais de suas terras em atividades tradicionais, voltadas para a subsistência ou consumo interno, podendo cortar árvores para construir casas, fazer utensílios domésticos, móveis, instrumentos de trabalho, cercas, canoas e barcos, e usar seus recursos florestais para quaisquer outros fins que visem possibilitar a sobrevivência física e cultural da comunidade indígena. No desenvolvimento de suas atividades tradicionais, as comunidades indígenas não estão sujeitas a quaisquer limitações legais, pois a Constituição Federal lhes assegura o reconhecimento de sua "organização social, costumes, línguas, crenças e tradições" e direitos "originários" sobre as terras que tradicionalmente ocupam (Art. 231, caput). Portanto, não incidem sobre as atividades tradicionais desenvolvidas pelas comunidades indígenas as limitações gerais estabelecidas pelo Código Florestal. Assim, podem plantar fazer roças e aldeias mesmo nas áreas de preservação permanente estabelecidas pelo Código Florestal.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Resenha do livro Ekoaboka

     Ulivro de aventura criativo e envolventePaimãe, amigo e filhos vêm de lugares diferentes para se aventurar na AmazôniaGente da cidade acaba conhecendo gente da floresta e aprende a conviver respeitosamente.

       Minha visão sobre os índios mudou depois que eu li o livro "Ekoaboka", que fala sobre uma família da cidade que foram passar as férias na Amazônia e conheceram a tribo Abakebira, antes eles achavam que esses índios eram selvagens e não prestavam pra nada, mas isso mudou, porque eles perceberam que os índios são iguais a nós, só muda os costumes.

       Essa mudança aconteceu graças ao cacique Apoena que ajudou a família a conhecerem os índios pelo que são, e não pelo que a pessoas falam sobre os índios.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Meu Coração - Ekoaboka Capítulo 4


Depois de ver Catu 
Meu coração acelerou
E quando ele me beijou
Meu coração parou.

Na volta, vim meio apaixonada
E vi algo que me magoou 
Ao ver minha mãe desmaiada
Meu coração se despedaçou.

Depois que Marina acordou
E que todos estavam felizes
Meu coração se acalmou. 

Mas um dia isso iria acabar
E eu iria ter que me despedir da Amazônia
Então o meu coração teria que aproveitar.

                                                                                                    Thais Lira de Lima   

terça-feira, 19 de março de 2013

Uma Amizade Sincera

     Esse conto de Clarice Lispector fala a respeito de dois amigos que dividiam um com o outro tudo o que faziam durante o dia - a - dia até que eles começaram a se cansar dessa '' amizade sincera '' e os encontros ou telefonemas que faziam começaram a ficar cansativos e sem assunto. Até moraram na mesma casa para ver se melhorava o relacionamento de '' apenas amigos'' mas não deu certo.
     Até que um dia o menino teve que se mudar mas os dois sabiam que era melhor parar com essa Amizade Sincera.

Feliz aniversário - Clarice Lispector (síntese)


     Era aniversário de 89 anos de uma senhora, mãe de 7 filhos. Ela morava com uma das filhas, Zilda, que havia preparado tudo para a festa e convidado os irmãos com suas esposas e filhos.
Logo depois do almoço, Zilda vestiu a mãe e a colocou na cabeceira da mesa já arrumada, a fim de esperar os convidados que chegariam no final da tarde.
    A chegada da família foi muito desastrada. A aniversariante continuava na cabeceira da mesa sem participar da própria festa. Cantaram parabéns e uma neta pediu para a vó cortar o bolo. Ela porem cortou com raiva e todos ficaram surpresos.
    A festa continuou e a idosa passou a observar e pensar coisas não muito agradáveis da própria família. E de repente, ela cuspiu no chão. Zilda ficou envergonhada, pois todos achavam que ela era responsável pela mãe. Um dos filhos fez um breve discurso tentando cortar o clima desagradável que estava  ali.
     Até que, ao anoitecer, deram um beijo na aniversariante e foram embora. Ela continuou na cadeira, interessada no jantar que a filha deveria servir.


Biografia de Clarice Lispector


     Clarice Lispector nasceu a 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, Ucrânia. Recém-nascida veio com os pais, em 1921, para Maceió. Em 1924, mudou-se com a família para Recife e, em 1935, estavam no Rio de Janeiro. Em 1943, tornou-se aluna da Faculdade de Direito. Nesse período escreveu seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem. Casou-se com o embaixador Maury Gurgel Valente. A seguir, morou em Nápoles, Berna, Torquay (Inglaterra) e Washington.
     Em 1959, separou-se do marido e fixou residência no Rio de Janeiro. A partir daí, colaborou para a revista Senhor, fez entrevistas para a revista Manchete, colaborou em colunas para o Jornal da Tarde, Correio da Manhã e, anos depois, para o Jornal do Brasil, além de manter a coluna "Só para mulheres", no Diário da Noite.
     Em 1962, recebeu o prêmio Carmem Dolores pelo romance A Maçã no Escuro. Em 1967, recebeu o prêmio Calunga, da Companhia Nacional da Criança pela publicação de O Mistério do Coelho Pensante. Em setembro, desse mesmo ano, provoca, acidentalmente, um incêndio em seu apartamento, queimando gravemente sua mão direita.
     Em 1968, junto com outros intelectuais, participou de uma manifestação contra a ditadura militar. Em 1976, recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal pelo conjunto de sua obra. Em 1977, publicou seu último livro, A Hora da Estrela [ver Antologia]. Faleceu, no dia 9 de dezembro, desse mesmo ano, devido a um câncer no útero.